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    Emy Teranishi

    A menina que cresceu sonhando em ir para Hogwarts. Agora, aos 27 anos, só quer descobrir como ser ela mesma num mundo cheio de padrões. Escreve porque os pensamentos transbordam e lê porque os livros são seu refúgio. Mãe de uma menina, dois cachorros e muitos sonhos. Sinta-se em casa e não repara na bagunça, a mudança é constante por aqui ♥
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    Qual imagem que lhe vem na cabeça quando ouve a palavra "Querubim"? Talvez algo delicado, com fisionomia infantil e pequenas asas? Certamente era o que me vinha na mente quando ouvia essa palavra. Tudo mudou depois que li "A Rebelião da Luz".

    Acho que já mencionei nesse post que conheci a obra da autora Martha Ricas na feira da Unesp, que aconteceu em Abril desse ano. Foi a primeira edição da feira e estava bem movimentada. Assim que coloquei meus pezinhos na feira, comprei uns 3 livros num Stand só. Dei uma volta (o lugar não era tão grande, afinal) e já estava quase indo embora quando parei no Stand da Editora PenDragon apenas para dar aquela famosa "olhadinha". Eis então que a autora Martha me abordou e me apresentou seu livro (que foi esse da foto). Ela me contou um pouco da história e quando me disse que tinha a trilogia, não hesitei em comprar os três logo de uma vez! E, apesar da história como um todo envolver três querubins guerreiros, não precisa ser lida em sequência. Eu li esse primeiro - porque me apaixonei pela capa - e vou dividir com vocês minha opinião!


    Antes de mais nada, preciso dizer que os querubins da Martha são querubins guerreiros. Sendo assim, eles lutam e usam armas - poderosas, diga-se de passagem - então se desfaçam da imagem de querubim de covinhas fofinhas, certo? Dentre muitos querubins, somos apresentados a Salatiel, Ashira e Chaya - uma trindade imbatível, nas próprias palavras de Salatiel.
    Em "A Rebelião da Luz" conhecemos a história de Salatiel e também conhecemos Hana, a humana que nosso querubim guerreiro deve ajudar como parte da sua missão aqui na Terra, mais especificamente em Tóquio, no Japão.

    Hana é uma jovem que sofre de depressão. Não vê mais propósito na sua vida - suas inúmeras cicatrizes provam que já não se importa mais em viver. De origem nobre, Hana sempre se sentiu como um fracasso diante das constantes cobranças de seus pais (É fato comprovado: muitos jovens cometem suicídio no Japão por não aguentarem a pressão. Não é mencionado no livro, mas infelizmente existe até uma floresta onde pessoas costumam ir para tirar a própria vida). Depois de sofrer um acidente não proposital, Hana é socorrida por Salatiel e logo descobre que seu novo vizinho é diferente de todo o restante do mundo. 


    Aos poucos, vamos sendo apresentados aos segredos celestiais do querubim e vemos assim, seu passado ajudando Hana a superar seus traumas - tudo com um propósito maior, que vai muito além das batalhas que Sal teve com Lúcifer antes de sua queda e das próprias batalhas que Hana teve que enfrentar para superar o passado. 
    A escrita da autora é bem fluída. Tirando algumas cenas de ação e alguns detalhes que deram uma  leve travada na minha leitura, a obra no geral é muito boa. Ela se divide entre flashbacks do céu e o momento presente na terra. Você pode encontrar "A Rebelião da Luz" no site da editora PenDragon.
    É tão bom conhecer uma história tão bacana vindo de um autor brasileiro, não é? E vocês, qual autor nacional me indicaria?
    . 5 de jul. de 2018 .

    Literatura Nacional: Querubins - A Rebelião da Luz

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    . 5 de jul. de 2018 .

    Qual imagem que lhe vem na cabeça quando ouve a palavra "Querubim"? Talvez algo delicado, com fisionomia infantil e pequenas asas? Certamente era o que me vinha na mente quando ouvia essa palavra. Tudo mudou depois que li "A Rebelião da Luz".

    Acho que já mencionei nesse post que conheci a obra da autora Martha Ricas na feira da Unesp, que aconteceu em Abril desse ano. Foi a primeira edição da feira e estava bem movimentada. Assim que coloquei meus pezinhos na feira, comprei uns 3 livros num Stand só. Dei uma volta (o lugar não era tão grande, afinal) e já estava quase indo embora quando parei no Stand da Editora PenDragon apenas para dar aquela famosa "olhadinha". Eis então que a autora Martha me abordou e me apresentou seu livro (que foi esse da foto). Ela me contou um pouco da história e quando me disse que tinha a trilogia, não hesitei em comprar os três logo de uma vez! E, apesar da história como um todo envolver três querubins guerreiros, não precisa ser lida em sequência. Eu li esse primeiro - porque me apaixonei pela capa - e vou dividir com vocês minha opinião!


    Antes de mais nada, preciso dizer que os querubins da Martha são querubins guerreiros. Sendo assim, eles lutam e usam armas - poderosas, diga-se de passagem - então se desfaçam da imagem de querubim de covinhas fofinhas, certo? Dentre muitos querubins, somos apresentados a Salatiel, Ashira e Chaya - uma trindade imbatível, nas próprias palavras de Salatiel.
    Em "A Rebelião da Luz" conhecemos a história de Salatiel e também conhecemos Hana, a humana que nosso querubim guerreiro deve ajudar como parte da sua missão aqui na Terra, mais especificamente em Tóquio, no Japão.

    Hana é uma jovem que sofre de depressão. Não vê mais propósito na sua vida - suas inúmeras cicatrizes provam que já não se importa mais em viver. De origem nobre, Hana sempre se sentiu como um fracasso diante das constantes cobranças de seus pais (É fato comprovado: muitos jovens cometem suicídio no Japão por não aguentarem a pressão. Não é mencionado no livro, mas infelizmente existe até uma floresta onde pessoas costumam ir para tirar a própria vida). Depois de sofrer um acidente não proposital, Hana é socorrida por Salatiel e logo descobre que seu novo vizinho é diferente de todo o restante do mundo. 


    Aos poucos, vamos sendo apresentados aos segredos celestiais do querubim e vemos assim, seu passado ajudando Hana a superar seus traumas - tudo com um propósito maior, que vai muito além das batalhas que Sal teve com Lúcifer antes de sua queda e das próprias batalhas que Hana teve que enfrentar para superar o passado. 
    A escrita da autora é bem fluída. Tirando algumas cenas de ação e alguns detalhes que deram uma  leve travada na minha leitura, a obra no geral é muito boa. Ela se divide entre flashbacks do céu e o momento presente na terra. Você pode encontrar "A Rebelião da Luz" no site da editora PenDragon.
    É tão bom conhecer uma história tão bacana vindo de um autor brasileiro, não é? E vocês, qual autor nacional me indicaria?
    . 25 de abr. de 2018 .

    Perder um ente querido nunca é fácil. Ainda mais quando essa pessoa era alguém tão próximo, quando esse alguém era nossa referência. Laurel é uma adolescente prestes a entrar no ensino médio e, além de ter que lidar com suas próprias inseguranças e receios, ela tenta lidar com a morte de sua irmã mais velha, May. May era sua melhor amiga e sua fonte de inspiração, então ter que crescer e enfrentar novos ares sem os conselhos daquela que mais amava é uma tarefa bem difícil para Laurel, que é uma adolescente com um passado que deseja esquecer.


    A escrita de Ava é suave e todo o livro decorre em formato de cartas. A proposta é uma tarefa escolar, onde Laurel tem que escrever uma carta para alguém que já morreu e entregar para sua professora. Só que, além de não entregar a tarefa, Laurel passa a escrever constantemente para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin entre outras personalidades famosas e que, de alguma maneira, a mantém conectada com May. É quase como se fosse uma terapia em cartas, onde Laurel aos poucos consegue "falar" sobre seus traumas do passado, sobre a difícil vida familiar - seus pais se separaram e isso a afeta muito - e sobre seus sentimentos em relação ao misterioso Sky. Vemos assim, Laurel encontrar um caminho para encontrar a si própria.


    Se acaso você perder um pouco da paciência com a demora no desenrolar dos fatos, tudo bem, não se sinta culpadx. Laurel tem certa dificuldade em aceitar algumas coisas e prefere acreditar que May, sua irmã que já se foi, era muito correta e não errava nunca. May era perfeita, assim como Laurel gostaria de ser. Mas, como tudo na vida, leva um certo tempo para perceber que as coisas nem sempre são como achamos que são e que precisamos enfrentar o que mais nos assusta se quisermos esquecer para seguir em frente.

    "Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos"


    VOCÊ SABIA?

    Ava perdeu a mãe um pouco antes de começar a escrever esse livro. E, assim como as cartas de Laurel a ajudou superar a morte de May, escrever esse livro a ajudou a superar o luto. Ava nasceu em Los Angeles e atualmente mora em Santa Monica, Califórnia. Você pode conhecer mais sobre Ava em seu site.

    E você, para quem escreveria uma carta?
    . 26 de mar. de 2018 .

    Uma leitura despretensiosa, que flui naturalmente e quando você percebe, já acabou. Assim foi a minha experiência com Boa Noite, da Pam Gonçalves.


    Na história, vamos acompanhar Alina, que ao entrar na universidade, decide que é hora de deixar a imagem de nerd para trás. Porque é isso o que ela sempre foi: boa filha, boa aluna, boa menina. Alina deixa os pais em outra cidade e vai morar em uma república onde conhece Manu, Talita, Gustavo e Bernardo. Aos poucos, Alina vai se adaptando ao seu novo mundo e, mesmo que enfrente preconceito no seu curso que é majoritariamente formado por homens, ela consegue aguentar a barra.


    Aos poucos, também vamos descobrindo como é não ser mais a boa menina. Alina não vira uma irresponsável, se é o que parece. Mas, ela vai começar a viver e a ver coisas que estão fora do seu costume. Festas, bebidas, paqueras. Tudo parecia sob controle, até que uma página de fofocas é criada na internet e a partir daí tudo começa a desandar.

    Muitos assuntos de extrema importância são abordados ao longo da narrativa. Preconceito. Abuso. Superação. Temas que não são fáceis, mas que de alguma maneira, a Pam conseguiu trabalhar muito bem. Boa Noite vai além da história de uma garota que decidiu mudar. Ele nos fala sobre encarar o que nos assusta, a vencer preconceitos e principalmente, a sermos quem sempre quisermos ser e a não nos calar diante da opressão.

    "Ao contrário do que somos educadas a pensar, as outras mulheres não são nossas inimigas, mas sim nossas irmãs. Um time. O exército que precisamos proteger. Se não protegermos e cuidarmos umas das outras, não serão os homens que o farão por nós".


    A Pam mora em Santa Catarina e Boa Noite foi seu primeiro livro publicado. Ela tem um canal no youtube, e é um dos canais literários que eu mais gosto de acompanhar!

    Vocês já leram algum livro da Pam?
    . 22 de mar. de 2018 .

    Em "Como Eu Era Antes de Você", conhecemos a história de Louisa e Will, que terão suas vidas mudadas para sempre após se conhecerem. Um pouco clichê dizer isso, mas é o que acontece, embora não de uma maneira comum. Louisa Clark, no auge dos seus 26 anos é como a maioria das jovens que não tomou um rumo certo da vida aos 18: mora com os pais, o avô, a irmã solteira e o sobrinho, está em um relacionamento morno e se contenta em ter um emprego sem grandes perspectivas. Aliás, Lou pode ser tanto como eu, como você ou como alguém que você conhece, que está apenas tentando sobreviver e que não tem tantas ambições assim na vida. Na real, sabemos que isso pode acontecer com qualquer um. Já Will Traynor é o oposto de Lou. Antes de sofrer o acidente que o deixou em uma cadeira de rodas, Will curtia tudo o que a vida lhe oferecia. Não havia nada que Will não pudesse fazer.


    "Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente - ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela - obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem"

    Jojo nos apresenta personagens fáceis de gostar. A narrativa é toda em primeira pessoa e é Lou que nos conta a história de sua vida, desde o momento em que perdeu o emprego de garçonete até conhecer Will - e tudo o que mudou depois do dia que aceitou o emprego de cuidadora de um tetraplégico mal humorado - mas que aos poucos se torna mais gostável.



    Poucas coisas me incomodaram durante a leitura. Talvez uma atitude ou outra de Lou dê um pouco nos nervos, mas é fácil relevar. E, como esse foi um caso à parte - onde eu assisti o filme primeiro e só depois eu li o livro - foi uma leitura bem automática, digamos assim. E tirando pequenos acontecimentos que foram omitidos (mas que não afetaram o filme de maneira nenhuma), eu fiquei muito feliz em ver que a adaptação foi fiel à obra.

    "Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros"

    "Como eu era antes de você" é um livro que fala sobre escolhas e acima de tudo, sobre amor.
    E amar nem sempre é uma decisão fácil.


    Jojo Moyes mora em Essex na Inglaterra, com o marido e três filhos. Entre 2002 e atualmente, Jojo lançou 14 livros. "Como eu era antes de você" (no original Me Before You) foi lançado em 2012 e a adaptação cinematográfica estreou em 2016, com Emilia Clarke no papel de Lou e Sam Clafin (♥) no papel de Will.

    Mais alguém aqui chora feito criança assistindo o filme? o/ 
    . 16 de jan. de 2018 .







    Sejam bem vindos à bordo da Andarilha!
    Uma nave especializada em fazer furos, ou melhor, construir tuneis no espaço aberto. O nosso capitão é o Asbhy e a tripulação é uma mistura harmoniosa de humanos com outras raças alienígenas e claro, não podemos esquecer de Lovely, a IA (Inteligencia Artificial) que mantem todos a bordo bem informados.

    Becky Chambers e sua escrita

    Se você é daqueles que curte tecnologia e termos científicos, certamente vai se encantar com a riqueza de detalhes da Becky. Os detalhes são tão ricos, mas tão minunciosamente detalhados, que em alguns momentos até me cansaram um pouco, confesso.
    A autora - que é filha de cientistas espaciais - usa e abusa da criatividade e nos leva ao espaço - literalmente. Como eu mencionei acima, tudo é muito bem detalhado. No quesito apresentação dos personagens e nas suas relações com os colegas da Andarilha é ótimo, mas em alguns momentos a leitura fica um pouco arrastada (mas nada que te faça jogar a leitura no primeiro buraco negro que encontrar).

    A viagem é tão longa assim?

    Sim, pode apostar que é beeeeeeeem longa. Longa o bastante para você conhecer a fundo a história de cada um dos 9 tripulantes (contando com Lovely).Dá tempo até de você se afeiçoar por algum deles. Ou por todos. Ou por nenhum.
    E aí é que fica o impasse: muita gente torceu o bico para essa demora toda para chegar em Hedra Ka, o planeta hostil, em questão. A Andarilha é uma nave pacifica, que constrói túneis apenas. Hedra Ka é um planeta em guerra e que pode ser uma ameaça para todos e embora saiba disso, Asbhy aceita o trabalho pela boa remuneração (e talvez por acreditar que não correriam risco algum).
    E embora eu também tenha sentido falta desse climax, eu, euzinha aqui que aprendi a ver o lado bom de tudo, vi que mais importante do que um planeta em guerra e as batalhas que poderiam acontecer, é a convivência de seres tão diferentes, mas que de alguma maneira, são iguais a bordo da Andarilha. Cada um com seu drama, princípios, sonhos e desejos. Tão igual a gente aqui em solo firme, né? E esse foi um ponto muito forte do livro, que superou o cansaço e a falta de um desfecho com explosões no espaço.


    E aí, já fizeram as malas para embarcar nessa longa viagem?
    Esse foi o primeiro sci-fi que li e gostei bastante! Fico imaginando como seria a adaptação cinematográfica, caso fizessem algum dia.
    Mas, enquanto isso fica só na minha mente, vou compartilhar essa ilustração incrível que descobri lá no twitter. A Alê é ilustradora, aproveita para seguir ela lá no twitter e conheçam os outros trabalhos dela.
    @alePresser | alepresser.com
    Ficha técnica
    Título: A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil | Ano: 2017
    Páginas: 352 | Autora: Becky Chambers
    Editora: Darkside Books | ISBN: 8594540507
    Compre: Amazon | Saraiva

    Star Ranking:

    . 9 de jan. de 2018 .






    Quando meu avô era vivo, eu passava todas as segundas feiras conversando com ele sobre o trabalho que ele mais amava fazer. Tirar fotos de cadáveres, era o que eu dizia. Meu avô era da policia cientifica e, basicamente, era ele um dos primeiros a chegar na cena do crime. Eu sempre fui muito curiosa e não vou negar que vi muitas fotos de gente morta, mas o que mais me assustava - além da brutalidade do crime em si - era como alguém podia ser capaz de matar a outra de maneiras tão cruéis. O meu vô nunca me deu explicações mais teóricas a respeito, só me dizia que o ser humano pode ser muito ruim quando ele quer.
    E foi aí que um dia eu li Mindhunter e finalmente me vi diante da explicação. John Douglas nos coloca dentro do FBI, dentro de sua mente de investigador e da mente do assassino. O lugar mais sombrio para se estar. De uma maneira muito realista, John nos conta sobre sua trajetória no FBI e sobre os casos que esteve envolvido, como o de Charles Manson e Ed Kemper (entre muitos outros muito conhecidos).

    O suspense

    O livro te prende a cada página. Num misto de relatos pessoais e nas transcrições das conversas com os presos mais sádicos e astutos, Mindhunter se torna uma leitura envolvente e impressionante. De alguma maneira, esse livro faz você começar a analisar o inimigo de uma maneira diferente. Claro que isso não os torna menos monstruosos (e você sabia que muitos assassinos possuem QI acima da media?), mas de repente você percebe que tudo tem uma razão, uma válvula de escape e uma consequência. Graças ao trabalho de John Douglas e de todos os agentes que se empenharam juntamente a ele, o FBI conseguiu mudar sua metodologia para caçar assassinos.

    E se você leu Mindhunter...

    Pouco tempo depois que terminei Mindhunter, estava vagando pelos canais da TV a cabo e me deparei com o filme "roubando vidas" estrelado por uma Angelina Jolie que ainda nem sonhava em se casar com Brad Pitt. No filme, Jolie interpreta a agente do FBI Illeana Scott, e ela faz exatamente o que John Douglas ensinava em suas palestras: ela levanta o perfil do assassino.
    O filme que é de 2004 e tem direção de D.J. Caruso, é um suspense digno de pipoca com coca-cola. Pode ser um pouco previsível em alguns pontos  (como a revelação da verdadeira identidade do assassino), mas garanto que o final é totalmente surpreendente.
    Confira o trailer:

    E eu ainda não assisti o seriado. Alguém me diz se é tão bom quanto o livro? Vou tentar assistir o quanto antes : ) 

    Ficha Técnica do Livro:
    Título: Mindhunter - O primeiro caçador de serial killers americano | Ano: 2017
    Páginas: 384 | Autor: John Douglas e Mark Olshaker
    Editora: Intrínsica | ISBN: 8551001736
    Compre: Amazon | Saraiva
    Star Ranking:


    . 23 de nov. de 2017 .


    Heather é uma mãe de 35 anos que foi diagnosticada com câncer terminal. Aos invés de se entregar para a doença e para a tristeza de saber que não poderia acompanhar o crescimento de sua filha Brianna, que tinha 4 anos na época da descoberta, Heather encontrou uma maneira de estar presente na vida de sua filha - mesmo que não fisicamente. Com uma boa dose de humor e muito amor, ela escreveu centenas de bilhetes para diversos momentos ao longo da vida de Brianna.


    Se eu chorei? Tô chorando até agora. É difícil para qualquer um se imaginar deixando as pessoas que amamos antes do tempo. E é aí que percebemos o quanto a vida é frágil e que tudo pode mudar em questão de segundos. Nada no mundo vai impedir a vida de seguir seu curso, independente dos planos que você fez. Ao ler esse livro - que é quase um diário onde Heather relata sua trajetória - eu percebi o quanto não damos a devida importância para as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.
    Algumas lágrimas podem rolar pelo caminho, mas a leitura e a nova perspectiva de enxergar as coisas valem o risco. E a lição que fica é aproveite sua vida. Seja gentil. Aprecie os momentos que te fazem sorrir. Ame. Não tome como certo e seguro um dia sequer.
    Compre: Amazon | Saraiva
    Título Original: Cards for Brianna, 2017 | 192 páginas | ISBN: 8550301035 | Editora: Universo dos Livros
    . 7 de nov. de 2017 .

    Paula Hawkins nos introduz em uma trama cheia de mistérios e reviravoltas. A curiosidade é aguçada constantemente e a cada capítulo, temos a sensação de que finalmente as peças de um complexo quebra-cabeça estão se encaixando, mas em muitos momentos somos obrigados a rever as nossas conclusões. O desfecho inesperado nos pega de surpresa, até desnorteia um pouco. 
    Os capítulos são divididos entre vários personagens, cada um com seu ponto de vista sobre a mais nova vítima do poço dos afogamentos, Nel Abbott. Cada personagem tem a sua própria experiência em relação ao rio, palco de mortes das chamadas mulheres encrenqueiras. A leitura pode ser um pouco confusa de inicio exatamente por ter vários personagens narrando os fatos, em alguns momentos me vi voltando algumas páginas para poder entender uma referência citada. Mas assim que você consegue se familiarizar com todos eles, a leitura flui facilmente. 


















    A forma de escrever da autora torna a leitura super agradável. Não é um livro massante, daquele que você precisa se esforçar para continuar. Achei o ritmo cadenciado e com a dose certa de drama familiar e suspense. Cada personagem tem a sua importância na trama, alguns menos explorados do que outros, mas todos bem conectados.



    O livro já teve seus direitos comprados pela Dreamworks para virar filme, mas ainda não temos uma data de estreia definida. Vamos aguardar para ver se o filme vai ser tão bom quanto o livro. 

    Ficha técnica:
    Título: Em Águas Sombrias (Into the Water)
    Páginas: 364
    Ano: 2017
    ISBN: 9788501109941
    Autora: Paula Hawkins
    Editora: Record
    Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.
    Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
    Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.


    Compre: Amazon 
    . 23 de out. de 2017 .






    O blog não está com nenhuma programação super especial de Halloween como muitos blogs bacanas que eu sigo, mas mesmo assim eu não poderia deixar de postar pelo menos alguma coisinha sobre o tema.

    Foto: Emy Teranishi

    E nada melhor do que fazer esse post falando da melhor série de todos os tempos: Supernatural

    Um diário é como uma extensão de nossos sentimentos e pensamentos, é parte de nós. É o lugar onde confidenciamos nossos segredos e medos mais secretos. Escrevemos tudo o que não teríamos coragem de contar para nenhuma outra pessoa. Talvez porque seja proibido. Talvez porque ninguém além de nós mesmos acreditaria.

    Com John Winchester não poderia ser diferente. Nesse diário podemos descobrir todos os seus medos, sua ira, tristezas e segredos. Relatos de quando - e como - sua vida de caçador começou.

    Foto: Emy Teranishi
    Os relatos são de acordo com as datas de seus acontecimentos, que se iniciam após a morte de Mary. No decorrer das páginas, podemos acompanhar a investigação sobre a morte (embora quem acompanhe o seriado há algum tempo já saiba como aconteceu, é interesse enxergar a perspectiva do ponto de vista do John) e também temos detalhes mais específicos sobre os seres sobrenaturais que surgem na trajetória da família Winchester. Além disso, também temos a visão de John sobre os filhos, Dean e Sam, que para mim é o ponto mais forte do livro.

    Foto: Emy Teranishi
    Além da narrativa em primeira pessoa que nos coloca ainda mais dentro da história, somos agraciados com ilustrações e anotações feitos à mão, para que nenhum detalhe do que se viu ou ouviu seja perdido. Vale a pena dar uma espiada nesse diário.

    Foto: Emy Teranishi
    E aproveitando que estamos falando desse seriado incrível - que apesar de amar eu deixei de acompanhar na sexta ou sétima temporada porque não tinha tempo de assistir - a décima terceira temporada estreia aqui no Brasil no dia 24 desse mês na Warner e terá um crossover com o Scooby-doo! Sim, o cachorro mais medroso que você ama e respeita fará uma participação especial no seriado dos irmãos Winchester. O que será que poderemos esperar desse encontro?

    Deixe um comentário aqui embaixo para eu saber que você gostou do que leu. Um beijo!

    Foto: Emy Teranishi

    Compre: Saraiva • Amazon

    Ficha técnica:
    Título: Supernatural, o diário de John Winchester
    Páginas: 224
    Ano: 2016
    ISBN: 8583110557
    Autor: Alex Irvine
    Editora: Gryphus
    Sinopse: O diário de John Winchester é a peça-chave para entender muitos dos mistérios da série criada por Eric Kripke. Para aqueles que acompanham Supernatural, será fácil identificar, por exemplo, alguns dos exorcismos usados por Sam e Dean, a primeira caçada de Dean, a perseguição implacável sobre Sam, a quem todos julgam ser ‘especial’, além de detalhes que deixam mais clara a relação entre os irmãos Winchester. Para quem ainda não acompanha a série, esta uma das melhores oportunidades: onde tudo começou.





    . 19 de out. de 2017 .

    Foto: Emy Teranishi

    Para quem ama ler, definir o amor pela leitura é um pouco... Complexo. Como que a gente consegue explicar de uma forma simples para quem não tem esse amor hábito que a leitura pode mudar nossa vida? Pode soar exagerado aos ouvidos de alguns, mas para mim, minha maior admiração pela literatura é o poder que ela tem de nos teletransportar para outros mundos, nos transformar em outras personalidades e o mais importante: nos fazer refletir sobre nossos atos.

    Por mais que os romances espíritas não grite em suas linhas: "Hei você! Pare de fazer coisas erradas pois você pode se dar muito mal no futuro", ele nos faz parar para rever nossos conceitos sobre muitos aspectos da nossa vida por meio das situações vividas pelos personagens.

    No romance pelas portas do coração, Zibia pelo espírito Lucius, nos conta a história de Juliana, uma adolescente de 16 anos que é muito diferente das outras garotas da sua idade, o que causa estranheza por parte de conhecidos e de sua própria família, mas isso não impede Juliana de ser quem ela é. Juliana tem um dom muito especial e através da sua mediunidade tem a missão de curar e orientar as pessoas que precisam de auxílio, enfrentando a incredulidade do próprio pai, que é um médico muito renomado.

    Primeiro é preciso ser para ter, é preciso sentir para fazer, irradiar para atrair. Sem perceber as coisas verdadeiras da vida, sem enxergar a luz, a beleza, o bem que está aqui à sua disposição, como atrai-los para sua vida? (Pg. 97)
    Foto: Emy Teranishi

    Não se deixe enganar acreditando que, por ser um livro intitulado espírita, que ele será muito diferente de outros romances não espíritas. Existem os conflitos familiares, os conflitos internos dos personagens e os altos e baixos do casal principal. É uma leitura suave e prazerosa, muito reflexiva e que aquece nosso coração quando percebemos que tudo tem seu "final feliz".

    Eu já li outros títulos da Zibia (que não são poucos, diga-se de passagem!), porém foi há muito tempo atrás. Esse é o romance espírita mais recente que li e eu o recomendaria para todo mundo, pois o livro traz uma mensagem muito importante para a nossa vida. Será que você se importa demais com o que os outros pensam de você? 
    Ninguém pode ser feliz contrariando sua natureza para satisfazer os caprichos dos outros. (Pg. 353)
    Espero que tenham gostado da resenha! E, se caso tenham se interessado pelo livro, vocês podem compra-lo no site da Saraiva ou na Livraria Cultura. Não deixem de comentar logo ali embaixo, viu? Beijos de luz!

    Ficha técnica:
    Título: Pelas Portas do Coração
    Páginas: 456
    Ano: 2012
    ISBN: 8577222020
    Autora: Zibia Gaspareto - Ditado pelo espírito Lucius
    Editora: Vida e Consciência
    Sinopse: O livro tem o intuito de apresentar a história da protagonista Juliana, filha caçula de uma família tradicional paulistana, dotada de poderes surpreendentes - além de prever o futuro, ela tem a capacidade de curar as pessoas e orientá-las com sábias palavras. A personagem procura mostrar como agir - não se confundiu com o mundo, aceitou a mediunidade sem hesitação, tornou-se um canal do bem e dos valores da espiritualidade, com firmeza e serenidade, abrindo apenas as portas do coração.

    . 2 de out. de 2017 .


    A primeira resenha do blog está mais do que especial ♥
    Primeiramente porque o livro é uma parceria de uma grande amiga minha com mais dois amigos super talentosos e segundo porque o livro tem como enredo um dos temas que eu mais gosto: fantasia.


    Segue a sinopse do livro: 
    "Quando Ailla, uma garota de 14 anos, descobre sua origem nada convencional, seu mundo vira de cabeça para baixo. Uma missão lhe é entregue e de seu sucesso depende todo universo, todos os mundos, inclusive o nosso. Ao lado de Natasha, sua melhor amiga, do jovem e misterioso empresário Weyne Wizzard e de Ven Hailer, seu fiel e inusitado protetor, ela embarca numa jornada de autoaceitação que pode custar a menina de longos cabelos ruivos, muito mais caro do que ela imagina."

    Os personagens:

    Ailla é uma garota de personalidade forte e é muito fácil se convencer disso logo nos primeiros capítulos. Natasha, sua melhor amiga é como toda amiga que temos na vida: está sempre do nosso lado, lembrando quais são nossos defeitos e qualidades sem cerimônia. Para contrastar, temos o "Duas Cores" ou Ven Hailer, o protetor de nossa protagonista, um personagem envolvido em mistério, assim como Weyne Wizzard.

    A História:

    A premissa do primeiro livro gira em torno da descoberta da verdadeira origem da Ailla, que até então era uma adolescente como qualquer outra. Somos apresentados ao mundo mágico de Berilliam e tudo o que eu posso dizer é que em um segundo nos vemos em outro mundo. A leitura é suave e para quem gosta de histórias com mais diálogos do que narrativa, vai se identificar com a forma dos autores de escrever.

    O que eu achei:

    Eu demorei para ler o livro, que foi lançado em 2015. Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca, eu finalmente o tirei da estante e me surpreendi com o livro, que é uma publicação independente. Conheço a Cinthia há muitos anos e eu sempre admirei a maneira como ela escreve e descreve as emoções, então foi muito fácil gostar da leitura. Como eu disse anteriormente, a leitura flui facilmente e eu terminei ele em dois dias (em outros tempos, teria lido em um dia, BUT a vida de mãe exige mais tempo atendendo aos chamados "mamãe vem aqui" do que lendo hahaha).
    Acredito que a literatura nacional tem muito a oferecer e esse livro é prova disso.



    Eu agradeço imensamente à minha amiga Cinthia pelo envio do livro, que veio com uma dedicatória linda e mesmo com a demora de ~quase 2 anos~ a leitura vale cada página
    Título: Ailla e o Luferino
    Autora: Rafaela Souza 
    Co-autores: Cinthia Silva e Airton Júnior
    Editora: Produção Independente
    Ano: 2014 
    Páginas: 180
     Fanpage

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