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    Emy Teranishi

    A menina que cresceu sonhando em ir para Hogwarts. Agora, aos 27 anos, só quer descobrir como ser ela mesma num mundo cheio de padrões. Escreve porque os pensamentos transbordam e lê porque os livros são seu refúgio. Mãe de uma menina, dois cachorros e muitos sonhos. Sinta-se em casa e não repara na bagunça, a mudança é constante por aqui ♥



    Eu me dei conta de que estava sendo a pessoa errada. Tomando decisões equivocadas. Agindo contrário ao que eu era em essência, porque queria me encaixar na sociedade - e para isso eu devia fazer o que as pessoas achavam que eu devia fazer.

    Em diferentes fases da minha vida, eu sempre tive a sensação de que não me encaixava em nenhum grupo específico. Não quer dizer que eu não tinha amigos. Eu tinha muitos amigos e amigas, e algumas dessas amizades duram até hoje - quase 20 anos depois. Mas eu sempre tinha a impressão de que, mesmo tendo amigos, eu não era parte de nada.

    Eu tive muitos momentos e fases diferentes, como todo ser humano tem.
    Houve um tempo que eu era a primeira aluna da sala. As professoras me olhavam com orgulho. Nunca tiveram uma reclamação contra mim. Mas então veio aquela fase de transição, quando a gente passa da infância para a adolescência. E mesmo que ninguém tivesse me dito, eu sentia que precisava ser popular como as outras garotas eram, porque assim eu faria parte de um grupo. Eu seria aceita e ninguém mais ficaria zombando de mim por ser como eu era.
    Portanto, eu tinha que me encaixar naquele grupo de meninas que tinham um namorado; que se vestiam de maneira descolada; que falavam sobre futilidades - e que nem sempre tiravam as melhores notas. (E olha, não estou dizendo que é errado as pessoas agirem assim, cada um é responsável por si e somente por si).

    Antes de crescer e sentir a pressão de me integrar em um grupo, eu acreditava em coisas boas e eu era boa, independente de qualquer coisa. Eu ajudava quem quer que fosse sem julgamento. Eu gostava de ler e não me importava em passar o recreio lendo. Eu gostava de ouvir músicas alegres. Eu gostava de assistir filmes do Jackie Chan - e achava o máximo cada cena! Eu achava bonito quem se vestia livre de tendências, não importando se isso significava usar vestido de bolinhas ou um sapato diferente. Eu era eu. Eu olhava para o mundo com os olhos da minha alma.

    Mas começaram a me falar que eu era burra por ser boa demais. Que aquele era meu defeito. Me chamavam de nerd, de estranha, riam de mim porque eu vivia com um livro debaixo do braço e porque as músicas que eu ouvia não eram o que todo mundo ouvia. Faziam piada das minhas roupas e dos acessórios que eu achava tão legais.
    Eu não fui forte o suficiente naquela época para entender que eu não precisava mudar, então aos poucos eu fui deixando de fazer o que eu fazia, de ser quem eu era. Passei a ouvir musicas que todo mundo ouvia, a assistir o gênero de filme que todo mundo via, passei a rir de outras pessoas como faziam comigo. Passei a ser parte de um grupo, enfim.

    26 outonos se passaram e eu finalmente despertei.
    Percebi que nunca teve nada de errado em ser do jeito que eu era. Nunca teve nem terá nada de errado em ser a nerd, em usar óculos, em assistir filmes ou ouvir músicas que nem todo mundo vê e ouve.
    Não tem nada de errado em ser quem você realmente é.

    E, mesmo que agora eu tenha plena consciência disso, não condeno meus atos passados e muito menos quem me julgava. Alguns erros são necessários para nosso aprendizado, para nossa evolução.
    Hoje, ao invés de me lamentar por todo esse tempo que perdi sendo uma versão "rasa" de mim, eu procuro recuperar a minha boa mania de enxergar o lado bom da vida. Procuro ajudar da forma que posso. Falo - com educação - o que eu penso sobre as coisas que acontecem. Respeito a opinião diferente da minha e não permito mais que elas me moldem.
    Hoje, aos poucos, eu vou deixando meu "eu" de verdade ressurgir. E eu sei que voltarão a dizer que eu sou esquisita, que eu penso diferente, que ninguém pensa do mesmo jeito que eu.
    Mas agora eu sei que o problema não é comigo.

    Não tenha medo de ser quem você realmente é, de gostar das coisas e pessoas que te fazem bem. Permita-se ser tão brilhante quanto eu sei que você é.
    Lembre-se sempre de uma coisa... Muitas pessoas podem tentar nos mudar e elas podem até conseguir, mas um dia elas irão embora. Faz sentido então mudar quem somos para agradar alguém que não é para sempre em nossas vidas?

    Escolha sempre você.

    . 31 de jul de 2017 .

    Quando eu era eu

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    . 31 de jul de 2017 .



    Eu me dei conta de que estava sendo a pessoa errada. Tomando decisões equivocadas. Agindo contrário ao que eu era em essência, porque queria me encaixar na sociedade - e para isso eu devia fazer o que as pessoas achavam que eu devia fazer.

    Em diferentes fases da minha vida, eu sempre tive a sensação de que não me encaixava em nenhum grupo específico. Não quer dizer que eu não tinha amigos. Eu tinha muitos amigos e amigas, e algumas dessas amizades duram até hoje - quase 20 anos depois. Mas eu sempre tinha a impressão de que, mesmo tendo amigos, eu não era parte de nada.

    Eu tive muitos momentos e fases diferentes, como todo ser humano tem.
    Houve um tempo que eu era a primeira aluna da sala. As professoras me olhavam com orgulho. Nunca tiveram uma reclamação contra mim. Mas então veio aquela fase de transição, quando a gente passa da infância para a adolescência. E mesmo que ninguém tivesse me dito, eu sentia que precisava ser popular como as outras garotas eram, porque assim eu faria parte de um grupo. Eu seria aceita e ninguém mais ficaria zombando de mim por ser como eu era.
    Portanto, eu tinha que me encaixar naquele grupo de meninas que tinham um namorado; que se vestiam de maneira descolada; que falavam sobre futilidades - e que nem sempre tiravam as melhores notas. (E olha, não estou dizendo que é errado as pessoas agirem assim, cada um é responsável por si e somente por si).

    Antes de crescer e sentir a pressão de me integrar em um grupo, eu acreditava em coisas boas e eu era boa, independente de qualquer coisa. Eu ajudava quem quer que fosse sem julgamento. Eu gostava de ler e não me importava em passar o recreio lendo. Eu gostava de ouvir músicas alegres. Eu gostava de assistir filmes do Jackie Chan - e achava o máximo cada cena! Eu achava bonito quem se vestia livre de tendências, não importando se isso significava usar vestido de bolinhas ou um sapato diferente. Eu era eu. Eu olhava para o mundo com os olhos da minha alma.

    Mas começaram a me falar que eu era burra por ser boa demais. Que aquele era meu defeito. Me chamavam de nerd, de estranha, riam de mim porque eu vivia com um livro debaixo do braço e porque as músicas que eu ouvia não eram o que todo mundo ouvia. Faziam piada das minhas roupas e dos acessórios que eu achava tão legais.
    Eu não fui forte o suficiente naquela época para entender que eu não precisava mudar, então aos poucos eu fui deixando de fazer o que eu fazia, de ser quem eu era. Passei a ouvir musicas que todo mundo ouvia, a assistir o gênero de filme que todo mundo via, passei a rir de outras pessoas como faziam comigo. Passei a ser parte de um grupo, enfim.

    26 outonos se passaram e eu finalmente despertei.
    Percebi que nunca teve nada de errado em ser do jeito que eu era. Nunca teve nem terá nada de errado em ser a nerd, em usar óculos, em assistir filmes ou ouvir músicas que nem todo mundo vê e ouve.
    Não tem nada de errado em ser quem você realmente é.

    E, mesmo que agora eu tenha plena consciência disso, não condeno meus atos passados e muito menos quem me julgava. Alguns erros são necessários para nosso aprendizado, para nossa evolução.
    Hoje, ao invés de me lamentar por todo esse tempo que perdi sendo uma versão "rasa" de mim, eu procuro recuperar a minha boa mania de enxergar o lado bom da vida. Procuro ajudar da forma que posso. Falo - com educação - o que eu penso sobre as coisas que acontecem. Respeito a opinião diferente da minha e não permito mais que elas me moldem.
    Hoje, aos poucos, eu vou deixando meu "eu" de verdade ressurgir. E eu sei que voltarão a dizer que eu sou esquisita, que eu penso diferente, que ninguém pensa do mesmo jeito que eu.
    Mas agora eu sei que o problema não é comigo.

    Não tenha medo de ser quem você realmente é, de gostar das coisas e pessoas que te fazem bem. Permita-se ser tão brilhante quanto eu sei que você é.
    Lembre-se sempre de uma coisa... Muitas pessoas podem tentar nos mudar e elas podem até conseguir, mas um dia elas irão embora. Faz sentido então mudar quem somos para agradar alguém que não é para sempre em nossas vidas?

    Escolha sempre você.