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    Emy Teranishi

    A menina que cresceu sonhando em ir para Hogwarts. Agora, aos 27 anos, só quer descobrir como ser ela mesma num mundo cheio de padrões. Escreve porque os pensamentos transbordam e lê porque os livros são seu refúgio. Mãe de uma menina, dois cachorros e muitos sonhos. Sinta-se em casa e não repara na bagunça, a mudança é constante por aqui ♥
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    Literatura Estrangeira
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    Perder um ente querido nunca é fácil. Ainda mais quando essa pessoa era alguém tão próximo, quando esse alguém era nossa referência. Laurel é uma adolescente prestes a entrar no ensino médio e, além de ter que lidar com suas próprias inseguranças e receios, ela tenta lidar com a morte de sua irmã mais velha, May. May era sua melhor amiga e sua fonte de inspiração, então ter que crescer e enfrentar novos ares sem os conselhos daquela que mais amava é uma tarefa bem difícil para Laurel, que é uma adolescente com um passado que deseja esquecer.


    A escrita de Ava é suave e todo o livro decorre em formato de cartas. A proposta é uma tarefa escolar, onde Laurel tem que escrever uma carta para alguém que já morreu e entregar para sua professora. Só que, além de não entregar a tarefa, Laurel passa a escrever constantemente para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin entre outras personalidades famosas e que, de alguma maneira, a mantém conectada com May. É quase como se fosse uma terapia em cartas, onde Laurel aos poucos consegue "falar" sobre seus traumas do passado, sobre a difícil vida familiar - seus pais se separaram e isso a afeta muito - e sobre seus sentimentos em relação ao misterioso Sky. Vemos assim, Laurel encontrar um caminho para encontrar a si própria.


    Se acaso você perder um pouco da paciência com a demora no desenrolar dos fatos, tudo bem, não se sinta culpadx. Laurel tem certa dificuldade em aceitar algumas coisas e prefere acreditar que May, sua irmã que já se foi, era muito correta e não errava nunca. May era perfeita, assim como Laurel gostaria de ser. Mas, como tudo na vida, leva um certo tempo para perceber que as coisas nem sempre são como achamos que são e que precisamos enfrentar o que mais nos assusta se quisermos esquecer para seguir em frente.

    "Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos"


    VOCÊ SABIA?

    Ava perdeu a mãe um pouco antes de começar a escrever esse livro. E, assim como as cartas de Laurel a ajudou superar a morte de May, escrever esse livro a ajudou a superar o luto. Ava nasceu em Los Angeles e atualmente mora em Santa Monica, Califórnia. Você pode conhecer mais sobre Ava em seu site.

    E você, para quem escreveria uma carta?
    . 25 de abr. de 2018 .

    Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira

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    Literatura Estrangeira
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    . 25 de abr. de 2018 .

    Perder um ente querido nunca é fácil. Ainda mais quando essa pessoa era alguém tão próximo, quando esse alguém era nossa referência. Laurel é uma adolescente prestes a entrar no ensino médio e, além de ter que lidar com suas próprias inseguranças e receios, ela tenta lidar com a morte de sua irmã mais velha, May. May era sua melhor amiga e sua fonte de inspiração, então ter que crescer e enfrentar novos ares sem os conselhos daquela que mais amava é uma tarefa bem difícil para Laurel, que é uma adolescente com um passado que deseja esquecer.


    A escrita de Ava é suave e todo o livro decorre em formato de cartas. A proposta é uma tarefa escolar, onde Laurel tem que escrever uma carta para alguém que já morreu e entregar para sua professora. Só que, além de não entregar a tarefa, Laurel passa a escrever constantemente para Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin entre outras personalidades famosas e que, de alguma maneira, a mantém conectada com May. É quase como se fosse uma terapia em cartas, onde Laurel aos poucos consegue "falar" sobre seus traumas do passado, sobre a difícil vida familiar - seus pais se separaram e isso a afeta muito - e sobre seus sentimentos em relação ao misterioso Sky. Vemos assim, Laurel encontrar um caminho para encontrar a si própria.


    Se acaso você perder um pouco da paciência com a demora no desenrolar dos fatos, tudo bem, não se sinta culpadx. Laurel tem certa dificuldade em aceitar algumas coisas e prefere acreditar que May, sua irmã que já se foi, era muito correta e não errava nunca. May era perfeita, assim como Laurel gostaria de ser. Mas, como tudo na vida, leva um certo tempo para perceber que as coisas nem sempre são como achamos que são e que precisamos enfrentar o que mais nos assusta se quisermos esquecer para seguir em frente.

    "Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos"


    VOCÊ SABIA?

    Ava perdeu a mãe um pouco antes de começar a escrever esse livro. E, assim como as cartas de Laurel a ajudou superar a morte de May, escrever esse livro a ajudou a superar o luto. Ava nasceu em Los Angeles e atualmente mora em Santa Monica, Califórnia. Você pode conhecer mais sobre Ava em seu site.

    E você, para quem escreveria uma carta?
    . 22 de mar. de 2018 .

    Em "Como Eu Era Antes de Você", conhecemos a história de Louisa e Will, que terão suas vidas mudadas para sempre após se conhecerem. Um pouco clichê dizer isso, mas é o que acontece, embora não de uma maneira comum. Louisa Clark, no auge dos seus 26 anos é como a maioria das jovens que não tomou um rumo certo da vida aos 18: mora com os pais, o avô, a irmã solteira e o sobrinho, está em um relacionamento morno e se contenta em ter um emprego sem grandes perspectivas. Aliás, Lou pode ser tanto como eu, como você ou como alguém que você conhece, que está apenas tentando sobreviver e que não tem tantas ambições assim na vida. Na real, sabemos que isso pode acontecer com qualquer um. Já Will Traynor é o oposto de Lou. Antes de sofrer o acidente que o deixou em uma cadeira de rodas, Will curtia tudo o que a vida lhe oferecia. Não havia nada que Will não pudesse fazer.


    "Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente - ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela - obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem"

    Jojo nos apresenta personagens fáceis de gostar. A narrativa é toda em primeira pessoa e é Lou que nos conta a história de sua vida, desde o momento em que perdeu o emprego de garçonete até conhecer Will - e tudo o que mudou depois do dia que aceitou o emprego de cuidadora de um tetraplégico mal humorado - mas que aos poucos se torna mais gostável.



    Poucas coisas me incomodaram durante a leitura. Talvez uma atitude ou outra de Lou dê um pouco nos nervos, mas é fácil relevar. E, como esse foi um caso à parte - onde eu assisti o filme primeiro e só depois eu li o livro - foi uma leitura bem automática, digamos assim. E tirando pequenos acontecimentos que foram omitidos (mas que não afetaram o filme de maneira nenhuma), eu fiquei muito feliz em ver que a adaptação foi fiel à obra.

    "Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros"

    "Como eu era antes de você" é um livro que fala sobre escolhas e acima de tudo, sobre amor.
    E amar nem sempre é uma decisão fácil.


    Jojo Moyes mora em Essex na Inglaterra, com o marido e três filhos. Entre 2002 e atualmente, Jojo lançou 14 livros. "Como eu era antes de você" (no original Me Before You) foi lançado em 2012 e a adaptação cinematográfica estreou em 2016, com Emilia Clarke no papel de Lou e Sam Clafin (♥) no papel de Will.

    Mais alguém aqui chora feito criança assistindo o filme? o/ 
    . 16 de jan. de 2018 .







    Sejam bem vindos à bordo da Andarilha!
    Uma nave especializada em fazer furos, ou melhor, construir tuneis no espaço aberto. O nosso capitão é o Asbhy e a tripulação é uma mistura harmoniosa de humanos com outras raças alienígenas e claro, não podemos esquecer de Lovely, a IA (Inteligencia Artificial) que mantem todos a bordo bem informados.

    Becky Chambers e sua escrita

    Se você é daqueles que curte tecnologia e termos científicos, certamente vai se encantar com a riqueza de detalhes da Becky. Os detalhes são tão ricos, mas tão minunciosamente detalhados, que em alguns momentos até me cansaram um pouco, confesso.
    A autora - que é filha de cientistas espaciais - usa e abusa da criatividade e nos leva ao espaço - literalmente. Como eu mencionei acima, tudo é muito bem detalhado. No quesito apresentação dos personagens e nas suas relações com os colegas da Andarilha é ótimo, mas em alguns momentos a leitura fica um pouco arrastada (mas nada que te faça jogar a leitura no primeiro buraco negro que encontrar).

    A viagem é tão longa assim?

    Sim, pode apostar que é beeeeeeeem longa. Longa o bastante para você conhecer a fundo a história de cada um dos 9 tripulantes (contando com Lovely).Dá tempo até de você se afeiçoar por algum deles. Ou por todos. Ou por nenhum.
    E aí é que fica o impasse: muita gente torceu o bico para essa demora toda para chegar em Hedra Ka, o planeta hostil, em questão. A Andarilha é uma nave pacifica, que constrói túneis apenas. Hedra Ka é um planeta em guerra e que pode ser uma ameaça para todos e embora saiba disso, Asbhy aceita o trabalho pela boa remuneração (e talvez por acreditar que não correriam risco algum).
    E embora eu também tenha sentido falta desse climax, eu, euzinha aqui que aprendi a ver o lado bom de tudo, vi que mais importante do que um planeta em guerra e as batalhas que poderiam acontecer, é a convivência de seres tão diferentes, mas que de alguma maneira, são iguais a bordo da Andarilha. Cada um com seu drama, princípios, sonhos e desejos. Tão igual a gente aqui em solo firme, né? E esse foi um ponto muito forte do livro, que superou o cansaço e a falta de um desfecho com explosões no espaço.


    E aí, já fizeram as malas para embarcar nessa longa viagem?
    Esse foi o primeiro sci-fi que li e gostei bastante! Fico imaginando como seria a adaptação cinematográfica, caso fizessem algum dia.
    Mas, enquanto isso fica só na minha mente, vou compartilhar essa ilustração incrível que descobri lá no twitter. A Alê é ilustradora, aproveita para seguir ela lá no twitter e conheçam os outros trabalhos dela.
    @alePresser | alepresser.com
    Ficha técnica
    Título: A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil | Ano: 2017
    Páginas: 352 | Autora: Becky Chambers
    Editora: Darkside Books | ISBN: 8594540507
    Compre: Amazon | Saraiva

    Star Ranking:

    . 9 de jan. de 2018 .






    Quando meu avô era vivo, eu passava todas as segundas feiras conversando com ele sobre o trabalho que ele mais amava fazer. Tirar fotos de cadáveres, era o que eu dizia. Meu avô era da policia cientifica e, basicamente, era ele um dos primeiros a chegar na cena do crime. Eu sempre fui muito curiosa e não vou negar que vi muitas fotos de gente morta, mas o que mais me assustava - além da brutalidade do crime em si - era como alguém podia ser capaz de matar a outra de maneiras tão cruéis. O meu vô nunca me deu explicações mais teóricas a respeito, só me dizia que o ser humano pode ser muito ruim quando ele quer.
    E foi aí que um dia eu li Mindhunter e finalmente me vi diante da explicação. John Douglas nos coloca dentro do FBI, dentro de sua mente de investigador e da mente do assassino. O lugar mais sombrio para se estar. De uma maneira muito realista, John nos conta sobre sua trajetória no FBI e sobre os casos que esteve envolvido, como o de Charles Manson e Ed Kemper (entre muitos outros muito conhecidos).

    O suspense

    O livro te prende a cada página. Num misto de relatos pessoais e nas transcrições das conversas com os presos mais sádicos e astutos, Mindhunter se torna uma leitura envolvente e impressionante. De alguma maneira, esse livro faz você começar a analisar o inimigo de uma maneira diferente. Claro que isso não os torna menos monstruosos (e você sabia que muitos assassinos possuem QI acima da media?), mas de repente você percebe que tudo tem uma razão, uma válvula de escape e uma consequência. Graças ao trabalho de John Douglas e de todos os agentes que se empenharam juntamente a ele, o FBI conseguiu mudar sua metodologia para caçar assassinos.

    E se você leu Mindhunter...

    Pouco tempo depois que terminei Mindhunter, estava vagando pelos canais da TV a cabo e me deparei com o filme "roubando vidas" estrelado por uma Angelina Jolie que ainda nem sonhava em se casar com Brad Pitt. No filme, Jolie interpreta a agente do FBI Illeana Scott, e ela faz exatamente o que John Douglas ensinava em suas palestras: ela levanta o perfil do assassino.
    O filme que é de 2004 e tem direção de D.J. Caruso, é um suspense digno de pipoca com coca-cola. Pode ser um pouco previsível em alguns pontos  (como a revelação da verdadeira identidade do assassino), mas garanto que o final é totalmente surpreendente.
    Confira o trailer:

    E eu ainda não assisti o seriado. Alguém me diz se é tão bom quanto o livro? Vou tentar assistir o quanto antes : ) 

    Ficha Técnica do Livro:
    Título: Mindhunter - O primeiro caçador de serial killers americano | Ano: 2017
    Páginas: 384 | Autor: John Douglas e Mark Olshaker
    Editora: Intrínsica | ISBN: 8551001736
    Compre: Amazon | Saraiva
    Star Ranking:


    . 23 de nov. de 2017 .


    Heather é uma mãe de 35 anos que foi diagnosticada com câncer terminal. Aos invés de se entregar para a doença e para a tristeza de saber que não poderia acompanhar o crescimento de sua filha Brianna, que tinha 4 anos na época da descoberta, Heather encontrou uma maneira de estar presente na vida de sua filha - mesmo que não fisicamente. Com uma boa dose de humor e muito amor, ela escreveu centenas de bilhetes para diversos momentos ao longo da vida de Brianna.


    Se eu chorei? Tô chorando até agora. É difícil para qualquer um se imaginar deixando as pessoas que amamos antes do tempo. E é aí que percebemos o quanto a vida é frágil e que tudo pode mudar em questão de segundos. Nada no mundo vai impedir a vida de seguir seu curso, independente dos planos que você fez. Ao ler esse livro - que é quase um diário onde Heather relata sua trajetória - eu percebi o quanto não damos a devida importância para as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.
    Algumas lágrimas podem rolar pelo caminho, mas a leitura e a nova perspectiva de enxergar as coisas valem o risco. E a lição que fica é aproveite sua vida. Seja gentil. Aprecie os momentos que te fazem sorrir. Ame. Não tome como certo e seguro um dia sequer.
    Compre: Amazon | Saraiva
    Título Original: Cards for Brianna, 2017 | 192 páginas | ISBN: 8550301035 | Editora: Universo dos Livros
    . 7 de nov. de 2017 .

    Paula Hawkins nos introduz em uma trama cheia de mistérios e reviravoltas. A curiosidade é aguçada constantemente e a cada capítulo, temos a sensação de que finalmente as peças de um complexo quebra-cabeça estão se encaixando, mas em muitos momentos somos obrigados a rever as nossas conclusões. O desfecho inesperado nos pega de surpresa, até desnorteia um pouco. 
    Os capítulos são divididos entre vários personagens, cada um com seu ponto de vista sobre a mais nova vítima do poço dos afogamentos, Nel Abbott. Cada personagem tem a sua própria experiência em relação ao rio, palco de mortes das chamadas mulheres encrenqueiras. A leitura pode ser um pouco confusa de inicio exatamente por ter vários personagens narrando os fatos, em alguns momentos me vi voltando algumas páginas para poder entender uma referência citada. Mas assim que você consegue se familiarizar com todos eles, a leitura flui facilmente. 


















    A forma de escrever da autora torna a leitura super agradável. Não é um livro massante, daquele que você precisa se esforçar para continuar. Achei o ritmo cadenciado e com a dose certa de drama familiar e suspense. Cada personagem tem a sua importância na trama, alguns menos explorados do que outros, mas todos bem conectados.



    O livro já teve seus direitos comprados pela Dreamworks para virar filme, mas ainda não temos uma data de estreia definida. Vamos aguardar para ver se o filme vai ser tão bom quanto o livro. 

    Ficha técnica:
    Título: Em Águas Sombrias (Into the Water)
    Páginas: 364
    Ano: 2017
    ISBN: 9788501109941
    Autora: Paula Hawkins
    Editora: Record
    Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.
    Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…
    Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.


    Compre: Amazon 
    . 23 de out. de 2017 .






    O blog não está com nenhuma programação super especial de Halloween como muitos blogs bacanas que eu sigo, mas mesmo assim eu não poderia deixar de postar pelo menos alguma coisinha sobre o tema.

    Foto: Emy Teranishi

    E nada melhor do que fazer esse post falando da melhor série de todos os tempos: Supernatural

    Um diário é como uma extensão de nossos sentimentos e pensamentos, é parte de nós. É o lugar onde confidenciamos nossos segredos e medos mais secretos. Escrevemos tudo o que não teríamos coragem de contar para nenhuma outra pessoa. Talvez porque seja proibido. Talvez porque ninguém além de nós mesmos acreditaria.

    Com John Winchester não poderia ser diferente. Nesse diário podemos descobrir todos os seus medos, sua ira, tristezas e segredos. Relatos de quando - e como - sua vida de caçador começou.

    Foto: Emy Teranishi
    Os relatos são de acordo com as datas de seus acontecimentos, que se iniciam após a morte de Mary. No decorrer das páginas, podemos acompanhar a investigação sobre a morte (embora quem acompanhe o seriado há algum tempo já saiba como aconteceu, é interesse enxergar a perspectiva do ponto de vista do John) e também temos detalhes mais específicos sobre os seres sobrenaturais que surgem na trajetória da família Winchester. Além disso, também temos a visão de John sobre os filhos, Dean e Sam, que para mim é o ponto mais forte do livro.

    Foto: Emy Teranishi
    Além da narrativa em primeira pessoa que nos coloca ainda mais dentro da história, somos agraciados com ilustrações e anotações feitos à mão, para que nenhum detalhe do que se viu ou ouviu seja perdido. Vale a pena dar uma espiada nesse diário.

    Foto: Emy Teranishi
    E aproveitando que estamos falando desse seriado incrível - que apesar de amar eu deixei de acompanhar na sexta ou sétima temporada porque não tinha tempo de assistir - a décima terceira temporada estreia aqui no Brasil no dia 24 desse mês na Warner e terá um crossover com o Scooby-doo! Sim, o cachorro mais medroso que você ama e respeita fará uma participação especial no seriado dos irmãos Winchester. O que será que poderemos esperar desse encontro?

    Deixe um comentário aqui embaixo para eu saber que você gostou do que leu. Um beijo!

    Foto: Emy Teranishi

    Compre: Saraiva • Amazon

    Ficha técnica:
    Título: Supernatural, o diário de John Winchester
    Páginas: 224
    Ano: 2016
    ISBN: 8583110557
    Autor: Alex Irvine
    Editora: Gryphus
    Sinopse: O diário de John Winchester é a peça-chave para entender muitos dos mistérios da série criada por Eric Kripke. Para aqueles que acompanham Supernatural, será fácil identificar, por exemplo, alguns dos exorcismos usados por Sam e Dean, a primeira caçada de Dean, a perseguição implacável sobre Sam, a quem todos julgam ser ‘especial’, além de detalhes que deixam mais clara a relação entre os irmãos Winchester. Para quem ainda não acompanha a série, esta uma das melhores oportunidades: onde tudo começou.