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21 de jan de 2018

Para Baixar: Uma planilha de Livros Desejados

Emy Teranishi
Se tem uma coisa que aprendi ao longo dos meus anos trabalhando em escritório é: ou você ama ou odeia o excel. Confesso que eu tenho o conhecimento básico e necessário para manter contas e outros dados em ordem, mas com essa ferramenta você tem mil e uma possibilidades. E, como eu aprendi a conviver com ele, criei uma planilha para poder gerenciar todos os livros que eu quero comprar e assim saber qual o valor da minha falência que irei gastar.

Estava procurando por algo assim?

Então você chegou ao lugar certo. Venha, não se intimide pelo excel, ele é chato, mas é legal (?). O preenchimento é bem simples. Nele, além de colocar as informações básicas como título, autor(a) e editora, você pode salvar o link de onde encontrou o livro por um preço mais camarada!

Olha como é o layout dele:
Como podem ver, ele está bem simpático.
A primeira coluna (coluna A) possui uma caixinha de seleção, que você pode marcar quando adquirir um livro, assim você também pode ter um controle de quantos livros já comprou e quantos ainda faltam.
Para salvar o link e não ter que ficar procurando sempre, sigam esses passos, conforme está na imagem acima:
1) Escreva o nome do site. No meu caso, eu sempre prefiro comprar pelo Amazon. Assim que escrever o nome do site, clique com o botão direito e selecione a opção "hiperlink" na janela que abrir.
2) Certifique-se de que estará selecionado "página da web" como na imagem.
3) Copie e cole o link da página nessa barra de endereço. Dê Ok.
Pronto! Agora é só preencher as outras linhas.
Ah, eu já deixei os gêneros cadastrados (estão na aba "Dados", caso queiram adicionar algum). Para selecionar um, basta clicar a célula em branco na coluna gênero, vai aparecer a setinha para baixo, ao clicar nela, vai abrir a lista com todos os gêneros pré-cadastrados (mas você também pode escrever o gênero desejado, caso ele não esteja na lista). E também dá pra filtrar as informações e ver livros que sejam apenas de uma editora, por exemplo. É só clicar naquela setinha pra baixo ao lado do título da linha 8 (autor(a), editora, etc).

Me dá, me dá!

Gostaram da ideia? Para fazer o download, clique aqui.
Lembrando que vocês podem alterar conforme a necessidade de cada um. Qualquer problema com o download ou se tiver alguma dúvida, não hesite em entrar em contato, ok? Tamo aqui para se ajudar, né?
Espero que essa planilha ajude vocês a se organizarem. Eu tenho lista de desejados lá no Amazon, mas ele infelizmente não me deixa saber quantos milhões vou ter que desembolsar pelos livros, hahaha.
E se por acaso for comprar pelo amazon, você pode comprar pelo link do blog.


16 de jan de 2018

A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil

Emy Teranishi






Sejam bem vindos à bordo da Andarilha!
Uma nave especializada em fazer furos, ou melhor, construir tuneis no espaço aberto. O nosso capitão é o Asbhy e a tripulação é uma mistura harmoniosa de humanos com outras raças alienígenas e claro, não podemos esquecer de Lovely, a IA (Inteligencia Artificial) que mantem todos a bordo bem informados.

Becky Chambers e sua escrita

Se você é daqueles que curte tecnologia e termos científicos, certamente vai se encantar com a riqueza de detalhes da Becky. Os detalhes são tão ricos, mas tão minunciosamente detalhados, que em alguns momentos até me cansaram um pouco, confesso.
A autora - que é filha de cientistas espaciais - usa e abusa da criatividade e nos leva ao espaço - literalmente. Como eu mencionei acima, tudo é muito bem detalhado. No quesito apresentação dos personagens e nas suas relações com os colegas da Andarilha é ótimo, mas em alguns momentos a leitura fica um pouco arrastada (mas nada que te faça jogar a leitura no primeiro buraco negro que encontrar).

A viagem é tão longa assim?

Sim, pode apostar que é beeeeeeeem longa. Longa o bastante para você conhecer a fundo a história de cada um dos 9 tripulantes (contando com Lovely).Dá tempo até de você se afeiçoar por algum deles. Ou por todos. Ou por nenhum.
E aí é que fica o impasse: muita gente torceu o bico para essa demora toda para chegar em Hedra Ka, o planeta hostil, em questão. A Andarilha é uma nave pacifica, que constrói túneis apenas. Hedra Ka é um planeta em guerra e que pode ser uma ameaça para todos e embora saiba disso, Asbhy aceita o trabalho pela boa remuneração (e talvez por acreditar que não correriam risco algum).
E embora eu também tenha sentido falta desse climax, eu, euzinha aqui que aprendi a ver o lado bom de tudo, vi que mais importante do que um planeta em guerra e as batalhas que poderiam acontecer, é a convivência de seres tão diferentes, mas que de alguma maneira, são iguais a bordo da Andarilha. Cada um com seu drama, princípios, sonhos e desejos. Tão igual a gente aqui em solo firme, né? E esse foi um ponto muito forte do livro, que superou o cansaço e a falta de um desfecho com explosões no espaço.


E aí, já fizeram as malas para embarcar nessa longa viagem?
Esse foi o primeiro sci-fi que li e gostei bastante! Fico imaginando como seria a adaptação cinematográfica, caso fizessem algum dia.
Mas, enquanto isso fica só na minha mente, vou compartilhar essa ilustração incrível que descobri lá no twitter. A Alê é ilustradora, aproveita para seguir ela lá no twitter e conheçam os outros trabalhos dela.
@alePresser | alepresser.com
Ficha técnica
Título: A Longa Viagem a um Pequeno Planeta Hostil | Ano: 2017
Páginas: 352 | Autora: Becky Chambers
Editora: Darkside Books | ISBN: 8594540507
Compre: Amazon | Saraiva

Star Ranking:

9 de jan de 2018

Mindhunter, Roubando Vidas e Angelina Jolie

Emy Teranishi





Quando meu avô era vivo, eu passava todas as segundas feiras conversando com ele sobre o trabalho que ele mais amava fazer. Tirar fotos de cadáveres, era o que eu dizia. Meu avô era da policia cientifica e, basicamente, era ele um dos primeiros a chegar na cena do crime. Eu sempre fui muito curiosa e não vou negar que vi muitas fotos de gente morta, mas o que mais me assustava - além da brutalidade do crime em si - era como alguém podia ser capaz de matar a outra de maneiras tão cruéis. O meu vô nunca me deu explicações mais teóricas a respeito, só me dizia que o ser humano pode ser muito ruim quando ele quer.
E foi aí que um dia eu li Mindhunter e finalmente me vi diante da explicação. John Douglas nos coloca dentro do FBI, dentro de sua mente de investigador e da mente do assassino. O lugar mais sombrio para se estar. De uma maneira muito realista, John nos conta sobre sua trajetória no FBI e sobre os casos que esteve envolvido, como o de Charles Manson e Ed Kemper (entre muitos outros muito conhecidos).

O suspense

O livro te prende a cada página. Num misto de relatos pessoais e nas transcrições das conversas com os presos mais sádicos e astutos, Mindhunter se torna uma leitura envolvente e impressionante. De alguma maneira, esse livro faz você começar a analisar o inimigo de uma maneira diferente. Claro que isso não os torna menos monstruosos (e você sabia que muitos assassinos possuem QI acima da media?), mas de repente você percebe que tudo tem uma razão, uma válvula de escape e uma consequência. Graças ao trabalho de John Douglas e de todos os agentes que se empenharam juntamente a ele, o FBI conseguiu mudar sua metodologia para caçar assassinos.

E se você leu Mindhunter...

Pouco tempo depois que terminei Mindhunter, estava vagando pelos canais da TV a cabo e me deparei com o filme "roubando vidas" estrelado por uma Angelina Jolie que ainda nem sonhava em se casar com Brad Pitt. No filme, Jolie interpreta a agente do FBI Illeana Scott, e ela faz exatamente o que John Douglas ensinava em suas palestras: ela levanta o perfil do assassino.
O filme que é de 2004 e tem direção de D.J. Caruso, é um suspense digno de pipoca com coca-cola. Pode ser um pouco previsível em alguns pontos  (como a revelação da verdadeira identidade do assassino), mas garanto que o final é totalmente surpreendente.
Confira o trailer:

E eu ainda não assisti o seriado. Alguém me diz se é tão bom quanto o livro? Vou tentar assistir o quanto antes : ) 

Ficha Técnica do Livro:
Título: Mindhunter - O primeiro caçador de serial killers americano | Ano: 2017
Páginas: 384 | Autor: John Douglas e Mark Olshaker
Editora: Intrínsica | ISBN: 8551001736
Compre: Amazon | Saraiva
Star Ranking:


5 de jan de 2018

Saiu o primeiro vídeo do Blog!

Emy Teranishi

Eu queria fazer vídeos para o canal do blog (que estava criado desde ano passado), mas sempre me faltava inspiração, motivação e principalmente coragem.

Mas eis que 2018 chegou e com ele eu decidi arriscar mais. Eu já comentei aqui que cortei alguns males pelas raízes e eu percebi que estava mais do que na hora de tentar. Para superar os meus receios e provar a mim mesma que eu posso fazer aquilo que gosto, sim, e que não tem nada de errado nisso.

Talvez eu tenha ficado um pouco travadinha, mas acho que me saí relativamente bem para uma primeira tentativa. HAHA
Vai lá dar uma olhadinha e me diz o que achou :)

2 de jan de 2018

3 Razões para amar a serie: Máquina Mortífera

Emy Teranishi


Aqui estou eu para finalmente falar da minha queridinha do momento: a serie Máquina Mortífera. Era pra eu ter escrito esse post em 2017? Era sim. Não escrevi por falta de inspiração tempo mesmo. Faz muito tempo, desde a primeira temporada de Once Upon a Time que eu não me apaixono por uma serie e seus personagens, então eu queria escrever decentemente sobre ela.

O ano de 2017 se foi e com ele eu despachei alguns sentimentos deprê que me impediam de me dedicar como eu queria a esse blog. Pode ser (porque isso acontece na vida dos adultos, certo?) que eu suma sim, mas com certeza não vai ser porque eu desisti.

Mas vamos ao que interessa? Se você ainda não conhece a serie, vou te dar três (poderia ser bem mais) razões para dar uma chance para ela. Máquina Mortífera conta a história do detetive Martin Riggs que foi transferido para o Departamento de Policia de Los Angeles após perder a esposa grávida em um acidente de carro. Seu novo parceiro, Roger Murtaugh (para mim, o eterno senhor Kyle!) é totalmente o oposto de Riggs. Juntos, irão combater o crime em Los Angeles e irão aprender muito um com o outro. Aproveita que a Globo (por um milagre) renovou e vai transmitir a segunda temporada e ela começa dia 05. Dá tempo de maratonar e assistir os 18 capítulos, se você correr!

Vamos as três razões?
via GIPHY

1▸ A Serie tem dose certa de humor, drama e ação 

Baseada no filme que foi famosão em 1987 (minha mãe nem sonhava em me ter, nessa época), eu admito que nunca assisti o filme, por isso não sei dizer se o Mel Gibson é um Riggs tão carismático como Clayne Crawford é no seriado. Talvez eu assista o filme algum dia só para fazer uma comparação. Mas, falando da serie, o enredo tem a dose certa de ação, comédia e drama, então dá pra agradar a maior parte do público. Para os corações mais chorosos como o meu, é quase impossível não ficar com os olhos úmidos sempre que vemos Martin Riggs lutando contra seus demônios internos e o luto.

2▸ Os personagens não são massantes

Sabe aquele personagem chatão que você já não aguenta mais ver? Pois não se preocupe, que isso não vai acontecer nessa serie. Martin Riggs (Clayne Crawford) é o detetive não tenho mais nada a perder e seu comportamento meio suicida deixa Roger Murtaugh (Damon Wayans) prestes a ter um novo infarto. Ambos são o oposto um do outro e é exatamente isso que faz a dupla funcionar. Um quer morrer e o outro quer mais do que tudo, continuar vivo. Pode ser clichê, mas garanto para você que isso funciona. E todos os demais personagens não ficam de fora. Cada um tem uma personalidade distinta, não ficando nas sombras da dupla protagonista.  

3▸ A trilha sonora é perfeita

Se tem uma coisa que completa um filme ou serie, é a trilha sonora. É tipo a Coca-cola perfeita para a pizza. Conheci bandas incríveis através da serie e isso é uma das coisas que mais gosto. Ouçam a instrumental This Will Destroy You da banda The Mighty Rio Grande (Essa é a música que toca quando Riggs recebe a notícia do falecimento de sua esposa e filho). Também tem The Lumineers, Royal Deluxe (conheçam essa banda, por favor. O melhor rock que eu já ouvi)

E aí, já se convenceram?
A Globo passará a exibir a segunda temporada dia 05, sexta feira. Mas quem puder e quiser, a serie também é transmitida pela Warner toda terça às 22h30.
Se você acha que existe serie melhor, por favor, pode me indicar. Eu amo Máquina Mortífera, mas sempre tem lugar para mais um no meu coraçãozinho!

Beijos e até a próxima!

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31 de dez de 2017

Para o ano que se foi

Emy Teranishi




São Paulo, 31 de dezembro de 2017.

Querido 2017. Hoje é seu último dia.
Eu não sei qual palavra seria melhor para te descrever. Não tem como te definir como bom ou ruim, simplesmente. Porque você foi um pouco dos dois. Na verdade, foi o extremos dos dois lados.

Esse ano que passou foi turbulento, revelador, desafiador. Eu senti, em muitos momentos, que estava prestes a enlouquecer. Juro, eu achei que realmente ia perder as estribeiras, como falam por aí. Senti cada parte de mim se despedaçar e tive pensamentos ruins. Não sobre o mundo, mas sobre mim. Sobre o meu propósito nessa vida. Não fique triste, sei que a culpa não foi sua. Sei que muitas pessoas te julgaram como o pior ano de todos os tempos, mas, eu sei que não é culpa sua.

Por outro lado, sinto que esse foi o ano em que mais me libertei.
Parei de me preocupar com o que os outros vão achar das minhas escolhas. Ter um blog pra quê? Essa roupa não combina com você. Seu cabelo fica melhor comprido. Tudo isso passou a ser blablabla. E não me arrependo de não dar ouvidos para o que os outros falam.
E no meio das turbulências, encontrei meu eu espiritual. Pratiquei mais a empatia e a gratidão. Estou aprendendo a não julgar. E ainda estou tentando ser um ser humano melhor dia após dia. Não é fácil, mas eu não vou desistir.
Também parei de achar que eu não sou boa o suficiente. Coloquei em minhas mãos a minha felicidade. Estou me aceitando como sou, cheia de falhas. Imperfeita. Humana.

Não tô dizendo que agora sou invencível. Eu ainda tenho dúvidas e receios. Sei que ainda corro o risco de desanimar diante de um dia ruim. Mas, é como dizem, não é? É só um dia ruim, não uma vida ruim.

2017... Você está indo embora e tudo o que posso dizer é que eu aprendi com você. A ser forte. A ser humana. A ser uma versão melhor de mim em cada novo dia. A ter esperança de que o mundo pode e vai ser melhor.
Confesso que quis que você acabasse ali no meio do ano mesmo, mas sei que tudo acontece no seu tempo. Hoje posso olhar para você e ter a certeza de que quando olhar para trás, irei me lembrar de cada perda e de cada conquista com orgulho.

Obrigada por ter sido um ano de reviravoltas e surpresas. Talvez eu sinta saudades, mas sinceramente espero que 2018 seja um ano bem melhor.

Adeus, 2017.
Com amor, Emy.


30 de dez de 2017

Mudanças, despedidas e recomeços

Emy Teranishi





E eu mudei o layout do blog pela milésima vez, mais um vez? Sim. Vou ficar com esse layout agora para sempre? Talvez. Gostaram da nova carinha do blog? E viram que agora ele tem um nome próprio? Meraki define muito o que eu quero fazer com o blog daqui pra frente. Colocar muito de mim em tudo o que eu compartilhar aqui. E podem apostar que agora vocês verão mais posts pessoais também. Sim, ainda vou continuar me dedicando a leitura e vou continuar compartilhando minhas impressões por aqui, mas também quero que o blog seja um espaço de amigas e amigos, um lugar onde eu posso falar abertamente sobre tudo e ter uma resposta de volta. Também pretendo me dedicar com muito mais alma e amor à fotografia. A maioria das imagens usadas no blog são da internet (exceto as usadas nas resenhas dos livros) e ano que vem pretendo tirar a poeira das minhas câmeras.

Bom, já que esse é o primeiro post pós-mudança e será praticamente um dos últimos (não prometo, mas vou tentar voltar aqui antes da meia noite do dia 31), vamos começar falando o que rolou nesse último mês de um ano que parecia não ter fim.

Minha mãe foi pro outro lado do globo terrestre

Eu não sei se isso vai soar meio insensível, mas mesmo que eu tenha me despedido de minha mãe, irmã mais nova e batian (avó em japonês), parece que esse é um fato corriqueiro em minha vida desde que me conheço por gente. Cresci vendo meu pai indo e vindo do Japão e acho que isso foi me calejando aos poucos. Claro que eu chorei - querendo ou não, o colinho de mamãe está mais longe agora - mas me conforta muito saber que elas estão bem acolhidas e num lugar que é seguro. E graças a quem inventou a chamada por vídeo, a saudade não aperta tanto assim.

Me interessei pela costura

Um pouco antes da minha batian ir, eu me interessei pela arte de criar peças de roupas a partir de pedaços de pano. Minha batian fez um vestidinho para a Harumi que eu achei a coisa mais linda do mundo e quis saber se teria o dom de criar pelo menos um avental para minha filha, se quisesse. Pena que me interessei só agora, mas já pretendo fazer um curso em 2018. Harumi que me aguarde, vai ser minha modelo-manequim-inspiração.

Tô cuidando mais de mim

Só agora? Isso quer dizer que você está fazendo dieta pro carnaval, Emy?
Pra começo de conversa, nem de carnaval eu sou fã ~aquele olhar de desculpas para quem se sentiu ofendido~ e eu não sou a pessoa mais resiliente no quesito parar de comer coisas engordativas. Isso é um caso a ser resolvido, mas não hoje. Quando digo que estou cuidando mais de mim, é algo muito mais interno. Tive algumas pequenas crises de ansiedade e de desespero esse ano e eu realmente me desanimei com quase tudo, como comentei no meu último post. Mas eu tô aprendendo a me manter em equilíbrio. Não é fácil, definitivamente não é, mas eu descobri que o poder de fazer um dia ser bom ou ruim está inteiramente na palma de minha mão e nas decisões que eu fizer e nos pensamentos que eu alimentar. Basicamente, percebi que viver é colocar um pé na frente do outro, tropeçar algumas vezes, mas nunca devemos parar.
Ah, também cortei alguns males pela raiz. Tipo o de achar que devo agradar todo mundo. O de ter medo de ser julgada. Só não cortei o mal de tomar refrigerante e comer doce. Ah, isso não tem como.

Escolha com sabedoria!
Sabe aquela promessa? De tentar voltar antes da meia noite do último dia de 2017? Talvez eu consiga, talvez não, mas por via das dúvidas, obrigada a cada um que eu conheci através desse blog. Que 2018 seja um ano maravilhoso para todos nós.

15 de dez de 2017

Efêmero

Emy Teranishi

Esses dias eu estava sentindo uma grande vontade de sumir. Não era vontade de morrer, mas eu queria deixar de existir. Sem sofrimento, sem dor, sem angustia. Apenas deixar de ser. 

Por fora, tudo estava em ordem. Mas, ainda assim, por dentro eu me sentia quebrada. Com uma enorme sensação de vazio.

E talvez isso fosse o pior. Olhar para fora e ver que não havia motivos aparentes para me sentir tão insignificante. Mas não haver motivos não quer dizer que não estamos propensos a passar por esse vazio existencial. Porque estamos nessa vida para aprender a ser melhor. E ser melhor exige muito de nós e às vezes não estamos prontos para reconhecer nossas fraquezas... Nem sempre estamos prontos para conhecer e aceitar quem somos de verdade.

Os dias passaram e em todos eles eu me enchia de perguntas. Fui me enchendo delas, até o momento em que não aguentei mais. E, como uma represa que chega ao seu limite máximo, eu transbordei. E sem tanta pressão, consegui encontrar um ponto ao qual me ancorar.

A vontade de sumir se foi e aos poucos vou recolocando as peças em seus lugares.

Porque a vida é isso. São altos e baixos. São momentos de lucidez e momentos de escuridão.
A gente só tem que aprender a estar no controle. A cuidar do que habita em nosso coração. Porque tudo é mera efemeridade. A tristeza, a saudade, a vida.


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