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    Emy Teranishi

    A menina que cresceu sonhando em ir para Hogwarts. Agora, aos 27 anos, só quer descobrir como ser ela mesma num mundo cheio de padrões. Escreve porque os pensamentos transbordam e lê porque os livros são seu refúgio. Mãe de uma menina, dois cachorros e muitos sonhos. Sinta-se em casa e não repara na bagunça, a mudança é constante por aqui ♥

    São Paulo, 31 de dezembro de 2017.

    Querido 2017. Hoje é seu último dia.
    Eu não sei qual palavra seria melhor para te descrever. Não tem como te definir como bom ou ruim, simplesmente. Porque você foi um pouco dos dois. Na verdade, foi o extremos dos dois lados.

    Esse ano que passou foi turbulento, revelador, desafiador. Eu senti, em muitos momentos, que estava prestes a enlouquecer. Juro, eu achei que realmente ia perder as estribeiras, como falam por aí. Senti cada parte de mim se despedaçar e tive pensamentos ruins. Não sobre o mundo, mas sobre mim. Sobre o meu propósito nessa vida. Não fique triste, sei que a culpa não foi sua. Sei que muitas pessoas te julgaram como o pior ano de todos os tempos, mas, eu sei que não é culpa sua.

    Por outro lado, sinto que esse foi o ano em que mais me libertei.
    Parei de me preocupar com o que os outros vão achar das minhas escolhas. Ter um blog pra quê? Essa roupa não combina com você. Seu cabelo fica melhor comprido. Tudo isso passou a ser blablabla. E não me arrependo de não dar ouvidos para o que os outros falam.
    E no meio das turbulências, encontrei meu eu espiritual. Pratiquei mais a empatia e a gratidão. Estou aprendendo a não julgar. E ainda estou tentando ser um ser humano melhor dia após dia. Não é fácil, mas eu não vou desistir.
    Também parei de achar que eu não sou boa o suficiente. Coloquei em minhas mãos a minha felicidade. Estou me aceitando como sou, cheia de falhas. Imperfeita. Humana.

    Não tô dizendo que agora sou invencível. Eu ainda tenho dúvidas e receios. Sei que ainda corro o risco de desanimar diante de um dia ruim. Mas, é como dizem, não é? É só um dia ruim, não uma vida ruim.

    2017... Você está indo embora e tudo o que posso dizer é que eu aprendi com você. A ser forte. A ser humana. A ser uma versão melhor de mim em cada novo dia. A ter esperança de que o mundo pode e vai ser melhor.
    Confesso que quis que você acabasse ali no meio do ano mesmo, mas sei que tudo acontece no seu tempo. Hoje posso olhar para você e ter a certeza de que quando olhar para trás, irei me lembrar de cada perda e de cada conquista com orgulho.

    Obrigada por ter sido um ano de reviravoltas e surpresas. Talvez eu sinta saudades, mas sinceramente espero que 2018 seja um ano bem melhor.

    Adeus, 2017.
    Com amor, Emy.


    . 31 de dez de 2017 .

    Para o ano que se foi

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    . 31 de dez de 2017 .

    São Paulo, 31 de dezembro de 2017.

    Querido 2017. Hoje é seu último dia.
    Eu não sei qual palavra seria melhor para te descrever. Não tem como te definir como bom ou ruim, simplesmente. Porque você foi um pouco dos dois. Na verdade, foi o extremos dos dois lados.

    Esse ano que passou foi turbulento, revelador, desafiador. Eu senti, em muitos momentos, que estava prestes a enlouquecer. Juro, eu achei que realmente ia perder as estribeiras, como falam por aí. Senti cada parte de mim se despedaçar e tive pensamentos ruins. Não sobre o mundo, mas sobre mim. Sobre o meu propósito nessa vida. Não fique triste, sei que a culpa não foi sua. Sei que muitas pessoas te julgaram como o pior ano de todos os tempos, mas, eu sei que não é culpa sua.

    Por outro lado, sinto que esse foi o ano em que mais me libertei.
    Parei de me preocupar com o que os outros vão achar das minhas escolhas. Ter um blog pra quê? Essa roupa não combina com você. Seu cabelo fica melhor comprido. Tudo isso passou a ser blablabla. E não me arrependo de não dar ouvidos para o que os outros falam.
    E no meio das turbulências, encontrei meu eu espiritual. Pratiquei mais a empatia e a gratidão. Estou aprendendo a não julgar. E ainda estou tentando ser um ser humano melhor dia após dia. Não é fácil, mas eu não vou desistir.
    Também parei de achar que eu não sou boa o suficiente. Coloquei em minhas mãos a minha felicidade. Estou me aceitando como sou, cheia de falhas. Imperfeita. Humana.

    Não tô dizendo que agora sou invencível. Eu ainda tenho dúvidas e receios. Sei que ainda corro o risco de desanimar diante de um dia ruim. Mas, é como dizem, não é? É só um dia ruim, não uma vida ruim.

    2017... Você está indo embora e tudo o que posso dizer é que eu aprendi com você. A ser forte. A ser humana. A ser uma versão melhor de mim em cada novo dia. A ter esperança de que o mundo pode e vai ser melhor.
    Confesso que quis que você acabasse ali no meio do ano mesmo, mas sei que tudo acontece no seu tempo. Hoje posso olhar para você e ter a certeza de que quando olhar para trás, irei me lembrar de cada perda e de cada conquista com orgulho.

    Obrigada por ter sido um ano de reviravoltas e surpresas. Talvez eu sinta saudades, mas sinceramente espero que 2018 seja um ano bem melhor.

    Adeus, 2017.
    Com amor, Emy.


    . 30 de dez de 2017 .






    E eu mudei o layout do blog pela milésima vez, mais um vez? Sim. Vou ficar com esse layout agora para sempre? Talvez. Gostaram da nova carinha do blog? E viram que agora ele tem um nome próprio? Meraki define muito o que eu quero fazer com o blog daqui pra frente. Colocar muito de mim em tudo o que eu compartilhar aqui. E podem apostar que agora vocês verão mais posts pessoais também. Sim, ainda vou continuar me dedicando a leitura e vou continuar compartilhando minhas impressões por aqui, mas também quero que o blog seja um espaço de amigas e amigos, um lugar onde eu posso falar abertamente sobre tudo e ter uma resposta de volta. Também pretendo me dedicar com muito mais alma e amor à fotografia. A maioria das imagens usadas no blog são da internet (exceto as usadas nas resenhas dos livros) e ano que vem pretendo tirar a poeira das minhas câmeras.

    Bom, já que esse é o primeiro post pós-mudança e será praticamente um dos últimos (não prometo, mas vou tentar voltar aqui antes da meia noite do dia 31), vamos começar falando o que rolou nesse último mês de um ano que parecia não ter fim.

    Minha mãe foi pro outro lado do globo terrestre

    Eu não sei se isso vai soar meio insensível, mas mesmo que eu tenha me despedido de minha mãe, irmã mais nova e batian (avó em japonês), parece que esse é um fato corriqueiro em minha vida desde que me conheço por gente. Cresci vendo meu pai indo e vindo do Japão e acho que isso foi me calejando aos poucos. Claro que eu chorei - querendo ou não, o colinho de mamãe está mais longe agora - mas me conforta muito saber que elas estão bem acolhidas e num lugar que é seguro. E graças a quem inventou a chamada por vídeo, a saudade não aperta tanto assim.

    Me interessei pela costura

    Um pouco antes da minha batian ir, eu me interessei pela arte de criar peças de roupas a partir de pedaços de pano. Minha batian fez um vestidinho para a Harumi que eu achei a coisa mais linda do mundo e quis saber se teria o dom de criar pelo menos um avental para minha filha, se quisesse. Pena que me interessei só agora, mas já pretendo fazer um curso em 2018. Harumi que me aguarde, vai ser minha modelo-manequim-inspiração.

    Tô cuidando mais de mim

    Só agora? Isso quer dizer que você está fazendo dieta pro carnaval, Emy?
    Pra começo de conversa, nem de carnaval eu sou fã ~aquele olhar de desculpas para quem se sentiu ofendido~ e eu não sou a pessoa mais resiliente no quesito parar de comer coisas engordativas. Isso é um caso a ser resolvido, mas não hoje. Quando digo que estou cuidando mais de mim, é algo muito mais interno. Tive algumas pequenas crises de ansiedade e de desespero esse ano e eu realmente me desanimei com quase tudo, como comentei no meu último post. Mas eu tô aprendendo a me manter em equilíbrio. Não é fácil, definitivamente não é, mas eu descobri que o poder de fazer um dia ser bom ou ruim está inteiramente na palma de minha mão e nas decisões que eu fizer e nos pensamentos que eu alimentar. Basicamente, percebi que viver é colocar um pé na frente do outro, tropeçar algumas vezes, mas nunca devemos parar.
    Ah, também cortei alguns males pela raiz. Tipo o de achar que devo agradar todo mundo. O de ter medo de ser julgada. Só não cortei o mal de tomar refrigerante e comer doce. Ah, isso não tem como.

    Escolha com sabedoria!
    Sabe aquela promessa? De tentar voltar antes da meia noite do último dia de 2017? Talvez eu consiga, talvez não, mas por via das dúvidas, obrigada a cada um que eu conheci através desse blog. Que 2018 seja um ano maravilhoso para todos nós.
    . 15 de dez de 2017 .


    Esses dias eu estava sentindo uma grande vontade de sumir. Não era vontade de morrer, mas eu queria deixar de existir. Sem sofrimento, sem dor, sem angustia. Apenas deixar de ser. 

    Por fora, tudo estava em ordem. Mas, ainda assim, por dentro eu me sentia quebrada. Com uma enorme sensação de vazio.

    E talvez isso fosse o pior. Olhar para fora e ver que não havia motivos aparentes para me sentir tão insignificante. Mas não haver motivos não quer dizer que não estamos propensos a passar por esse vazio existencial. Porque estamos nessa vida para aprender a ser melhor. E ser melhor exige muito de nós e às vezes não estamos prontos para reconhecer nossas fraquezas... Nem sempre estamos prontos para conhecer e aceitar quem somos de verdade.

    Os dias passaram e em todos eles eu me enchia de perguntas. Fui me enchendo delas, até o momento em que não aguentei mais. E, como uma represa que chega ao seu limite máximo, eu transbordei. E sem tanta pressão, consegui encontrar um ponto ao qual me ancorar.

    A vontade de sumir se foi e aos poucos vou recolocando as peças em seus lugares.

    Porque a vida é isso. São altos e baixos. São momentos de lucidez e momentos de escuridão.
    A gente só tem que aprender a estar no controle. A cuidar do que habita em nosso coração. Porque tudo é mera efemeridade. A tristeza, a saudade, a vida.