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    Emy Teranishi

    A menina que cresceu sonhando em ir para Hogwarts. Agora, aos 27 anos, só quer descobrir como ser ela mesma num mundo cheio de padrões. Escreve porque os pensamentos transbordam e lê porque os livros são seu refúgio. Mãe de uma menina, dois cachorros e muitos sonhos. Sinta-se em casa e não repara na bagunça, a mudança é constante por aqui ♥

    Uma leitura despretensiosa, que flui naturalmente e quando você percebe, já acabou. Assim foi a minha experiência com Boa Noite, da Pam Gonçalves.


    Na história, vamos acompanhar Alina, que ao entrar na universidade, decide que é hora de deixar a imagem de nerd para trás. Porque é isso o que ela sempre foi: boa filha, boa aluna, boa menina. Alina deixa os pais em outra cidade e vai morar em uma república onde conhece Manu, Talita, Gustavo e Bernardo. Aos poucos, Alina vai se adaptando ao seu novo mundo e, mesmo que enfrente preconceito no seu curso que é majoritariamente formado por homens, ela consegue aguentar a barra.


    Aos poucos, também vamos descobrindo como é não ser mais a boa menina. Alina não vira uma irresponsável, se é o que parece. Mas, ela vai começar a viver e a ver coisas que estão fora do seu costume. Festas, bebidas, paqueras. Tudo parecia sob controle, até que uma página de fofocas é criada na internet e a partir daí tudo começa a desandar.

    Muitos assuntos de extrema importância são abordados ao longo da narrativa. Preconceito. Abuso. Superação. Temas que não são fáceis, mas que de alguma maneira, a Pam conseguiu trabalhar muito bem. Boa Noite vai além da história de uma garota que decidiu mudar. Ele nos fala sobre encarar o que nos assusta, a vencer preconceitos e principalmente, a sermos quem sempre quisermos ser e a não nos calar diante da opressão.

    "Ao contrário do que somos educadas a pensar, as outras mulheres não são nossas inimigas, mas sim nossas irmãs. Um time. O exército que precisamos proteger. Se não protegermos e cuidarmos umas das outras, não serão os homens que o farão por nós".


    A Pam mora em Santa Catarina e Boa Noite foi seu primeiro livro publicado. Ela tem um canal no youtube, e é um dos canais literários que eu mais gosto de acompanhar!

    Vocês já leram algum livro da Pam?
    . 26 de mar de 2018 .

    Boa Noite - Pam Gonçalves

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    . 26 de mar de 2018 .

    Uma leitura despretensiosa, que flui naturalmente e quando você percebe, já acabou. Assim foi a minha experiência com Boa Noite, da Pam Gonçalves.


    Na história, vamos acompanhar Alina, que ao entrar na universidade, decide que é hora de deixar a imagem de nerd para trás. Porque é isso o que ela sempre foi: boa filha, boa aluna, boa menina. Alina deixa os pais em outra cidade e vai morar em uma república onde conhece Manu, Talita, Gustavo e Bernardo. Aos poucos, Alina vai se adaptando ao seu novo mundo e, mesmo que enfrente preconceito no seu curso que é majoritariamente formado por homens, ela consegue aguentar a barra.


    Aos poucos, também vamos descobrindo como é não ser mais a boa menina. Alina não vira uma irresponsável, se é o que parece. Mas, ela vai começar a viver e a ver coisas que estão fora do seu costume. Festas, bebidas, paqueras. Tudo parecia sob controle, até que uma página de fofocas é criada na internet e a partir daí tudo começa a desandar.

    Muitos assuntos de extrema importância são abordados ao longo da narrativa. Preconceito. Abuso. Superação. Temas que não são fáceis, mas que de alguma maneira, a Pam conseguiu trabalhar muito bem. Boa Noite vai além da história de uma garota que decidiu mudar. Ele nos fala sobre encarar o que nos assusta, a vencer preconceitos e principalmente, a sermos quem sempre quisermos ser e a não nos calar diante da opressão.

    "Ao contrário do que somos educadas a pensar, as outras mulheres não são nossas inimigas, mas sim nossas irmãs. Um time. O exército que precisamos proteger. Se não protegermos e cuidarmos umas das outras, não serão os homens que o farão por nós".


    A Pam mora em Santa Catarina e Boa Noite foi seu primeiro livro publicado. Ela tem um canal no youtube, e é um dos canais literários que eu mais gosto de acompanhar!

    Vocês já leram algum livro da Pam?
    . 22 de mar de 2018 .

    Em "Como Eu Era Antes de Você", conhecemos a história de Louisa e Will, que terão suas vidas mudadas para sempre após se conhecerem. Um pouco clichê dizer isso, mas é o que acontece, embora não de uma maneira comum. Louisa Clark, no auge dos seus 26 anos é como a maioria das jovens que não tomou um rumo certo da vida aos 18: mora com os pais, o avô, a irmã solteira e o sobrinho, está em um relacionamento morno e se contenta em ter um emprego sem grandes perspectivas. Aliás, Lou pode ser tanto como eu, como você ou como alguém que você conhece, que está apenas tentando sobreviver e que não tem tantas ambições assim na vida. Na real, sabemos que isso pode acontecer com qualquer um. Já Will Traynor é o oposto de Lou. Antes de sofrer o acidente que o deixou em uma cadeira de rodas, Will curtia tudo o que a vida lhe oferecia. Não havia nada que Will não pudesse fazer.


    "Ser atirada para dentro de uma vida totalmente diferente - ou, pelo menos, jogada com tanta força na vida de outra pessoa a ponto de parecer bater com a cara na janela dela - obriga a repensar sua ideia a respeito de quem você é. Ou sobre como os outros o veem"

    Jojo nos apresenta personagens fáceis de gostar. A narrativa é toda em primeira pessoa e é Lou que nos conta a história de sua vida, desde o momento em que perdeu o emprego de garçonete até conhecer Will - e tudo o que mudou depois do dia que aceitou o emprego de cuidadora de um tetraplégico mal humorado - mas que aos poucos se torna mais gostável.



    Poucas coisas me incomodaram durante a leitura. Talvez uma atitude ou outra de Lou dê um pouco nos nervos, mas é fácil relevar. E, como esse foi um caso à parte - onde eu assisti o filme primeiro e só depois eu li o livro - foi uma leitura bem automática, digamos assim. E tirando pequenos acontecimentos que foram omitidos (mas que não afetaram o filme de maneira nenhuma), eu fiquei muito feliz em ver que a adaptação foi fiel à obra.

    "Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros"

    "Como eu era antes de você" é um livro que fala sobre escolhas e acima de tudo, sobre amor.
    E amar nem sempre é uma decisão fácil.


    Jojo Moyes mora em Essex na Inglaterra, com o marido e três filhos. Entre 2002 e atualmente, Jojo lançou 14 livros. "Como eu era antes de você" (no original Me Before You) foi lançado em 2012 e a adaptação cinematográfica estreou em 2016, com Emilia Clarke no papel de Lou e Sam Clafin (♥) no papel de Will.

    Mais alguém aqui chora feito criança assistindo o filme? o/ 
    . 16 de mar de 2018 .



    A espontaneidade de uma criança é algo encantador. Já faz algum tempo que tirei essas fotos, mas lembro de ter falado apenas: "filha, deixa a mamãe tirar uma foto sua?" e ela prontamente começou a fazer caras e bocas sem que eu a instruísse para tal. Ela apenas começou a fazer essas poses e a rir muito depois de cada clique.



    Acho que tenho uma mini versão modelo de mim, haha.
    . 7 de mar de 2018 .



    Por muito tempo eu fui – e ainda sou – uma pessoa insegura. Eu nunca acho que sou boa o suficiente para qualquer coisa. Eu sempre acho que, quando alguém aponta uma qualidade minha, é porque a pessoa é educada. Até as coisas que gosto de fazer, como escrever e fotografar viraram um pesadelo porque eu sempre acho que alguém vai fazer melhor do que eu. E eu sei que isso é tolice, mas ao mesmo tempo eu não consigo ir contra.

    Eu não sei bem quando isso começou, mas sei muito bem quando começou a me machucar. Percebi que estava acabando com minha saúde mental quando comecei a perder o interesse pelas coisas boas e a ter pensamentos negativos. Nunca cheguei a pensar em suicídio, mas já pensei muitas vezes que minha vida era um desperdício – e acho que as duas coisas não são muito diferente uma da outra, não é mesmo?

    Não vou dizer que isso magicamente mudou, que de uma hora para outra eu me dei conta de que tinha que mudar, como acontece nos filmes. Aliás, acho que meu maior erro foi acreditar que alguém chegaria e entregaria para mim a solução de todos os meus conflitos, como uma verdadeira fada madrinha. Mas, na vida real, descobri que a única pessoa capaz de exterminar o que me machuca sou eu mesma. E isso é o mais difícil. Aceitar que não existe contos de fadas, que ninguém pode te salvar do monstro dentro de você, além de você mesma.

    Não é fácil travar essa batalha e tem dias que o monstro leva a melhor. Mas, mesmo quando acho que realmente vou desistir, eu não o faço. E acho que isso significa ter
    Fé de que tudo isso um dia vai acabar e eu vou poder olhar para trás e dizer que aprendi com tudo de ruim que passou. 
    Fé de que eu vou encontrar o meu lugar e não me sentirei mais deslocada. 
    Fé de que a vida é boa e vale a pena vive-la.