Uma leitura despretensiosa, que flui naturalmente e quando você percebe, já acabou. Assim foi a minha experiência com Boa Noite, da Pam Gonçalves.
Na história, vamos acompanhar Alina, que ao entrar na universidade, decide que é hora de deixar a imagem de nerd para trás. Porque é isso o que ela sempre foi: boa filha, boa aluna, boa menina. Alina deixa os pais em outra cidade e vai morar em uma república onde conhece Manu, Talita, Gustavo e Bernardo. Aos poucos, Alina vai se adaptando ao seu novo mundo e, mesmo que enfrente preconceito no seu curso que é majoritariamente formado por homens, ela consegue aguentar a barra.
Aos poucos, também vamos descobrindo como é não ser mais a boa menina. Alina não vira uma irresponsável, se é o que parece. Mas, ela vai começar a viver e a ver coisas que estão fora do seu costume. Festas, bebidas, paqueras. Tudo parecia sob controle, até que uma página de fofocas é criada na internet e a partir daí tudo começa a desandar.
Muitos assuntos de extrema importância são abordados ao longo da narrativa. Preconceito. Abuso. Superação. Temas que não são fáceis, mas que de alguma maneira, a Pam conseguiu trabalhar muito bem. Boa Noite vai além da história de uma garota que decidiu mudar. Ele nos fala sobre encarar o que nos assusta, a vencer preconceitos e principalmente, a sermos quem sempre quisermos ser e a não nos calar diante da opressão.
"Ao contrário do que somos educadas a pensar, as outras mulheres não são nossas inimigas, mas sim nossas irmãs. Um time. O exército que precisamos proteger. Se não protegermos e cuidarmos umas das outras, não serão os homens que o farão por nós".
A Pam mora em Santa Catarina e Boa Noite foi seu primeiro livro publicado. Ela tem um canal no youtube, e é um dos canais literários que eu mais gosto de acompanhar!
Vocês já leram algum livro da Pam?
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26 de mar. de 2018
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